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Escolha de Janet Napolitano para Segurança Interna é elogiada
Vários grupos de ativistas pró imigração elogiaram nesta segunda-feira a escolha do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, para ocupar o comando da Secretaria de Segurança Interna, a atual governadora do Arizona, Janet Napolitano. Ela supervisionará as políticas de imigração, alfândegas e fronteiras dos EUA. Obama também anunciou hoje a senadora Hillary Clinton para ser secretária de Estado e disse que manterá o atual secretário de Defesa, Robert Gates, no cargo.
No caso de ser confirmada pelo Senado, Napolitano assumirá o cargo em janeiro, após renunciar ao cargo de governadora do Arizona, um estado na fronteira com o México.
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A governadora Napolitano será a primeira secretária de Segurança Interna que chega ao cargo com um firme e profundo conhecimento das políticas de imigração", disse Doris Meisner, que dirigiu os serviços de imigração e naturalização dos EUA durante os governos do ex-presidente Bill Clinton (1993-2001). "Ela tem as credenciais e a experiência para proporcionar uma liderança sólida e preencher o vazio criado em Washington na questão da imigração nos anos recentes".
O escritório de Meisner, que agora trabalha para o Instituto de Políticas para a Imigração (MPI, na sigla em inglês), foi absorvido pelo Departamento de Segurança Interna após os atentados terroristas de setembro de 2001.
A Voz das Américas, outro grupo ativista de defesa dos imigrantes, considerou "perfeita" a seleção de napolitano para o cargo.
"No campo da imigração, ela sabe que parte integral da segurança das fronteiras e da restauração do controle e da ordem passam por uma ampla reforma imigratória", disse Frank Sharry, diretor da organização.
A senadora republicana Susan Collins declarou que Napolitano demonstrou "compromisso para trabalhar de forma bipartidária nas questões".
"Como governadora de um estado fronteiriço, Janet Napolitano entende a importância de desenvolver políticas que não impeçam as viagens e o comércio legítimos, mas que ao mesmo tempo mantenham nossos inimigos à distância", disse Collins em declaração escrita.
Napolitano, de 51 anos, substituirá a Michael Chertoff no comando do departamento criado após os ataques de setembro de 2001.
Desde o início, a governadora do Arizona se opôs à construção do muro na fronteira com o México, alegando que a obra é cara, demandará um longo tempo para ficar pronta e será inútil quando estiver concluída.
"Me mostrem um muro com 50 pés de altura e eu mostrarei a vocês uma escada de 51 pés", ela disse então.
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Îdolos Pop levantan a bandeira da virgindade e fãs aderem.
Por Renato Cavallera

O trio Jonas Brothers usa. Miley Cyrus, a atriz bochechuda da série “Hannah Montana”, também. O “anel da pureza”, acessório que simboliza a promessa de jovens religiosos em manter a virgindade até o casamento, virou moda entre adolescentes que seguem à risca os passos dos ídolos. No caso, os dois fenômenos pop da vez.
O estudante paulistano Paulo Sérgio dos Santos, de 18 anos, virou fã dos irmãos americanos Kevin, Joe e Nick – os Jonas Brothers – desde que descobriu que os rapazes levantam a bandeira da castidade. E resolveu adotar a idéia.
"O anel é discreto, mas tem um significado especial. Sempre planejei me guardar para a mulher certa”, explica o estudante.
"Os Jonas têm muita personalidade em assumir essa postura num meio que prega ‘sexo, drogas e rock’n’roll”. Bruna Souza Carvalho, de 14, não é fiel da igreja Assembléia de Deus, como seus ídolos. Mas compartilha da filosofia dos Jonas. “Nem todo mundo quer ser mal-visto por aí. Prefiro ser influenciada por eles que pela Britney, que é vulgar”, diz a jovem.
Usar o “anel da pureza”, tornando pública a opção pela abstinência sexual não é tarefa das mais fáceis. Muitas vezes estes jovens acabam virando alvo de gozação de amigos que consideram o pensamento ultrapassado.
A estudante Mariana Almeida Nascimento, de 14, já ouviu comentários negativos sobre sua decisão. “Se eu ficasse bêbada por aí ou agisse como a Britney, todo mundo ia achar horrível”, diz ela. “As pessoas sempre querem criticar”, conclui.
Paulo conta que alguns colegas pegam pesado na “tiração de sarro”. Mas certas garotas passaram a olhá-lo de forma diferente. “Elas acham romântico que eu acredite no sexo só depois do casamento. Tem umas meninas que vêem como fetiche, ficam dando em cima…”, afirma o estudante, revelando que está “cada vez mais difícil resistir às tentações”.
A idéia dos “anéis da pureza” nasceu nos Estados Unidos no início da década de 90 com o programa True Love Waits, que prega a abstinência sexual até o casamento. O projeto, que percorre escolas e instituições ligadas à juventude, começou na Igreja Batista e depois foi adotado por diferentes crenças em mais 13 países.
Segundo Jimmy Hester, coordenador do TLW, cerca de 3 milhões de jovens fazem parte do programa. “Esse é o número que temos documentado. Durante as palestras, alguns adolescentes assinam nosso acordo de adesão”, diz.
No início, a organização lançou uma pulseira de plástico para simbolizar a filosofia. Depois o acessório foi trocado por um pingente de prata, mas só ganhou popularidade com o “anel da pureza” - acessório que pode ser usado por meninas e meninos. “Não fabricamos mais a jóia. Atualmente há inúmeras instituições que as vendem e alguns jovens preferem desenvolver seu próprio anel”, diz Hester.
Verdades absolutas
Nos Estados Unidos, o TLW é alvo constante de críticas. Especialistas acreditam que estes jovens ainda não têm maturidade para optar pela abstinência, e, com isso, deixam de se informar sobre os métodos de prevenção da gravidez e de doenças sexualmente transmissíveis.
O coordenador discorda. “Acredito que os críticos não dão crédito suficiente para a nossa juventude. Quando os moços são conscientizados sobre as conseqüências físicas, emocionais e espirituais que uma vida sexual ativa engloba, eles se tornam capazes de tomar a decisão correta”.
A ginecologista Albertina Duarte Takeuti, coordenadora do Programa Saúde do Adolescente da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, considera a opção pela virgindade “válida” e acha positivo que o tema venha à tona graças aos ídolos do pop. “Todo adolescente acha que suas verdades são absolutas. O importante é respeitá-lo em seus valores e manter um canal de diálogo aberto”, defende.
Marketing
O coordenador do TLW diz “celebrar” o fato de que artistas famosos preguem a castidade. “Ficamos satisfeitos com a postura dos Jonas Brothers. Mas ela é tão importante quanto a do garoto que vive numa comunidade rural e passa a idéia adiante”, compara Hester.
No entanto, alguns ídolos que no passado levantaram a bandeira da virgindade perderam a credibilidade no meio do caminho. Britney Spears, por exemplo, foi uma das que usou o “anel da pureza” no início da carreira.
Aos, 15 anos, Miley Cyrus exibe com orgulho o acessório em shows, editoriais de moda e entrevistas. Entretanto, fotos picantes da moça vazaram na internet recentemente colocando a reputação da estrela de “Hannah Montana” em cheque.
A virgindade da mocinha seria um golpe de marketing da Disney em busca de holofotes para seu principal produto televisivo?
Só o tempo (e os tablóides) poderão responder.
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País suspende pena de morte por apedrejamento

A Justiça do Irã anunciou a suspensão das condenações à morte por apedrejamento, o que significa também uma vitória para os cristãos, visto que havia a possibilidade de o Código Penal do Irã prever esse tipo de pena para quem deixasse a religião muçulmana e se convertesse ao cristianismo.
O país vinha sofrendo pressão internacional para abolir a prática, usada principalmente para punir o adultério e outros atos de natureza sexual considerados crime no país.
As críticas vinham aumentando desde o mês passado, quando oito mulheres e um homem foram sentenciados à morte por apedrejamento.
De acordo com o Código Penal Iraniano, homens condenados por adultério devem ser enterrados até a cintura antes de serem apedrejados. As mulheres são enterradas até a altura do peito. As pedras não devem ser grandes o suficiente para matar a pessoa de forma instantânea. O sofrimento é fundamental nesse tipo de pena.
Chicotadas
De acordo com a porta-voz do judiciário iraniano, Alireza Jamshidi, quatro dos nove condenados devem agora cumprir sentença na prisão ou receber chicotadas.
As penas alternativas a serem aplicadas aos outros cinco iranianos que estavam condenados ao apedrejamento ainda estão sendo estudadas, disse Alireza Jamshidi.
De acordo com o correspondente da BBC em Teerã, Jon Leyne, apesar de prevista na lei, a condenação por apedrejamento à morte vinha sendo praticada raramente desde 2002.
O último caso que se tem notícia é de um homem que foi apedrejado até a morte em julho de 2007. Sua companheira, que havia recebido a mesma sentença e passado 11 anos na prisão, foi solta em março de 2008.
Em teoria, a morte por apedrejamento se aplicava a homens e mulheres, mas as advogadas dizem que, na prática, muito mais mulheres do que homens recebiam a punição porque em geral são menos instruídas e mal representadas nos tribunais.
Fonte: Portas Abertas
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